05/12/2015

Resenha | Eu Te Darei o Sol (Jandy Nelson)


Oi, pessoas! Hoje vim fazer resenha de Eu Te Darei O Sol da Jandy Nelson. Fazia muito tempo que eu queria esse livro, aí a Novo Conceito publicou e vocês não imaginam a minha alegria! Ainda mais que a capa é linda (apesar de eu também gostar da original).


Sinopse: Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.
Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.
Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar. 

ISBN-10: 8581636462
Ano: 2015 / Páginas: 384
Idioma: português
Editora: Novo Conceito


Eu adorei a escrita da Jandy. Eu adoro essas coisas mais "enfeitadas", mais poéticas, mais metaforizadas. O livro inteiro mostra o que os personagens estão sentindo em forma de arte: eles podem ver como pintariam um quadro, que cores usariam. O que me agradou muito foi os dois POVs da história. Normalmente eu não sou muito fã de POVs porque acabo meio perdida, achando que estou lendo sobre um personagem e na verdade é sobre outro rs. Mas a autora, além de usar POVs diferente, usou idades diferentes. Noah e Jude podem ser gêmeos, mas a história dele se passa quando ele tinha 13/14 anos e a de Jude com 16. Então Jandy vai construindo a história intercalando os dois, construindo de modo que ficamos sem spoiler nenhum sobre o que aconteceu nem do que vai acontecer.

O interessante é como cada personagem é importante para a história. Se um personagem apareceu aos 13/14 anos, pode guardar ele na memória, porque ele vai ser importante aos 16 anos também. Podemos achar que alguns são passageiros, mas eles acabam ganhando importância. Achei incrível como Jandy construiu a história, como deu tão certo. Jandy aborda ainda questões de identidade, de se descobrir, de relacionamentos de família, até amorosos. Como ela explora as mentiras que irão se acumulando e depois se revelam, como ela explora a questão da homossexualidade, a relação entre irmãos...

Acho o que eu mais gostei nesse livro é de sempre "focar " no que cada personagem é bom. Noah é bom com desenhos, pinturas, com a arte. Na sua narrativa, ele sempre está pintando quadros na sua mente, nomeando retratos. E é super interessante imaginar aquela situação na forma de quadro, de desenho. Ele é muito criativo, e dá vontade mesmo de ter a pintura na sua frente para pensar sobre os acontecimentos. Já Jude acredita no livrinho da sua avó, que é como uma bíblia para ela. Ali estão escritas várias suspertições, em que ela leva para a vida. Ela sempre menciona uma passagem ou outra também de acordo com os acontecimentos, mostrando porque fez algo ou o que faria.

Nota:


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