24/12/2015

Resenha | Shatter Me (Tahereh Mafi)

Sinopse: Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.



Autora: Tahereh Mafi
ISBN-13: 9788563219909
ISBN-10: 8563219901
Ano: 2012 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Novo Conceito

P.s.: Eu li a versão americana do livro, mas as informações são da edição brasileira!

Devo dizer que Shatter Me foi uma total decepção para mim. A sinopse nos promete uma história em que o gênero distópico prevalece, m,as não é isso que acontece durante o livro, A distopia está presente sim, mas em segundo plano. Em primeiro plano, a autora focou demais no romance entre a personagem principal, Juliette, e Adam, o que acabou estragando com a promessa.

Além de focar demais no romance, o livro é escrito como em forma de diário, como se estivessemos lendo o diário de Juliette, com rabiscos e riscos. No começo do livro, há várias frases riscadas, em que Juliette acaba riscando e depois se contradizendo escrevendo uma nova frase. No início parecia promissor, mas no desenrolar do livro, Mafi vai usando ainda menos essa abordagem (o que acaba sendo um alívio, por se tornar irritante), como se tivesse percebido que aquilo foi um erro.

Outro erro da autora foi que Juliette constantemente repete palavras, pelo menos três vezes de forma seguida. Claro, ela está "internada" como louca, então acredito que poderíamos esperar disso dela. Mas, mesmo parecendo também promissor, Mafi de novo acaba não usando essa técnica ao seu favor: do início ao fim Juliette repete várias palavras, irrintando o leitor e nos deixando desconfortáveis por ter que ler palavras repetidamente.

O último erro de Mafi com relação a escrita, foi o uso incansável de métaforas, que muitas vezes não faziam sentido algum. Métafora é uma figura de linguagem, em que se compara palavras em que um termo substitui o outro, mas isso não acontece em Shatter Me. Não há substituição de palavras, há só palavras jogadas que não tem como ser substituídas por outras.

Sobre o Reestabelecimento e Warner, o "vilão" da história, como não foi focado totalmente na distopia, acabamos ficando confusos com o objetivo do Reestabelecimento com Juliette. Nós deveríamos entender isso a partir de Warner, mas a única coisa que conseguimos é como ele está obcecado com a menina, o que chega a ficar "nojento" (nãop consegui arranjar uma palavra menos forte).

Outra coisa sobre Juliette é o fato dela ser tão insegura. Ok, ela é forte por não querer tocar as pessoas com medo de mcahucá-las, mas ela chega a ser tão irritante por sempre estar mencionando esse fato, como se já não soubessemos.

Dizem que a partir do segundo livro a história começa a ter rumo, mas minha vontade está quase perto de 0 para ler Unravel Me...

Nota:



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