09/01/2016

Resenha | Passarinho (Crystal Chan)

Oi, gente! Vim trazer uma resenha de um dos melhores livros que eu li esse ano!

Sinopse: O avô de Joia parou de falar no dia em que matou o irmão dela. O menino se chamava John, e achava que tinha asas. Subia e saltava do alto de qualquer coisa, até ganhar do avô o apelido de Passarinho. Joia não teve a chance de conhecê-lo, pois Passarinho se jogou do penhasco bem no dia em que ela nasceu. Ainda assim, por muito tempo ela viveu à sombra de suas asas. Agora, aos doze anos, Joia mora em uma casa tomada por silêncio e segredos. Os pais culpam o avô pela tragédia do passado, atribuem a ele a má sorte da família. Joia tem certeza de que nunca será tão amada quanto o irmão, até que ela conhece um garoto misterioso no alto de uma árvore. Um garoto que também se chama John. O avô está convencido de que esse novo amigo é um duppy — um espírito maldoso —, mas Joia sabe que isso não é verdade. E talvez em John esteja a chave para quebrar a maldição que recaiu sobre sua família desde que Passarinho morreu.

Título original: Bird
Autora: Crystal Chan
Tradução: Thaís Paiva
ISBN-13: 9788580575354
ISBN-10: 8580575354
Ano: 2014 / Páginas: 224
Idioma: português
Editora: Intrínseca
Passarinho é uma história que fala de perda e superação. É uma história do peso que uma morte na família pode trazer, com suas consequências, acusações.

Joia é uma garota que sempre viveu na sombra do irmão: seus pais nunca parecem dar a devida atenção a ela, por ela não ser John. Porém, isso acaba fazendo com que ela tem uma ligação com ele quase que inexplicável, que ninguém entende (e nem podem saber). No entanto, quando ela conhece esse menino chamado John, ela finalmente acha alguém com quem ela possa compartilhar seus pensamentos, suas agonias, sus desejos, e ele faz o mesmo. Ela quer ser geógrafa; ele astronauta. E com isso eles ensinam um ao outro seus conhecimentos, surgindo uma bela amizade.

Acredito que os duppies foram algo bom para o livro, pois mostra uma cultura diferente, algo que eu nem sabia que existia, e dá ao livro certo toque de diferença. Eles acabam sendo muito importantes para a história, sendo usados como desculpa por certos comportamentos e mostra que acreditamos noi que queremos acreditar.

A Crystal Chan fez um trabalho magnifíco nesse livro, abordando esses assuntos que mencionei de uma forma simples, inteligente e diferente.

Nota:

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